Chega de Guias e Livros definitivos

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Uultimamente tem “chovido” definitividades pela web afora. Um lança o guia definitivo do marketing digital ou outro lança o livro definitivo de como atrair LEADS, e agora aparece mais um com o curso definitivo de sei la o que. Calma gente, vocês tem o direito de marcar seu lugar na história de qualquer segmento que você atue, mas pra que essa petulância de querer “definitivizar” tudo?

Somos fruto de uma série de mudanças e descobertas que se auto alimentam. É como ser houvesse um sistema geométrico de evolução do conhecimento. Eu acredito que:

“Uma tese deve gerar uma ANTÍTESE
Uma antítese deve gerar uma sintese
E da síntese, deve sair uma nova tese.”

E com isso, é como se o novo, passasse a ser o velho no momento seguinte ao seu nascimento. E isto é ótimo, mostra como o conhecimento é algo vivo e que ele cresce cada vez mais rápido na medida em que vamos avançando.

OK, mas o que isso tem haver com o nosso assunto?

O marketing na era digital renovou suas forças, o que antes levava anos para gerar resultados em vendas, hoje, leva minutos, hoje é possível mensurar e ter a certeza de onde e como estão vindo as interações com o publico e por qual motivo as vendas ocorrem. As mesmas pessoas que hoje tentam te convencer com seus guias definitivos são as mesmas que vibraram e te venderam o “novo marketing“, que não era nada mais nada menos que uma maneira mais simples e direta de se aplicar aquilo que sempre se soube sobre atendimento ao cliente e vendas, mas que, por questões comunicação, era inviável conferir a eficácia in loco, hoje querem impedir de evoluir sem a permissão deles.

Não é teoria de conspiração, é obvio que ninguém vai te algemar a uma proposta ou a um livro. Mas é no mínimo desonesto você querer que o seu método seja o único e definitivo caminho sendo que nem mesmo você (definidor) utiliza apenas este método para vender os seus produtos. É como dizer que toda renda do livro vai para a caridade sendo que o valor retorna pra você em forma de restituição do imposto de renda. (isso é papo pra outro texto).

Eu até entendo que as pessoas e empresas devem defender seus ativos com todas as forças pois eles são o resultado de todo um projeto de construção de marca e de divulgação, mas assim como foi “novo marketing” quem as deu a oportunidade de inovar, tentar dizer que ele é a definição de tudo que se possa fazer no trato dos clientes e vendas mostra como foi apenas um golpe de sorte e que em breve tudo, mesmo tentando colocar uma pedra definitiva no caminho da inovação, eles vão sucumbir e virar história por ai…

Enquanto isso, nós meus caros, sigamos a alto e avante, ao infinito e além por que quem vive de passado é museu, de marco é topografo e de contar história é escritor, a gente vive é de vender!